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    Lula tem 88% de rejeição no mercado, aponta pesquisa; Haddad tem 58%

    Levantamento feito com agentes do mercado financeiro mostra, porém, que investidores aprovam início de Galípolo no BC

    Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (19) pela Quaest aponta que agentes do mercado financeiro rejeitam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também desaprovam a gestão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Por outro lado, veem como positiva a atuação do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.

    Segundo o levantamento, Lula tem avaliação negativa de 88% e Haddad, de 58%. Enquanto isso, a rejeição a Galípolo é de apenas 8%.

    Veja como o mercado avalia o presidente Lula:

    • Negativo: 88% (antes, eram 90%)
    • Positivo: 4% (antes, 3%)
    • Regular: 8% (antes, 7%)

    Entre os principais fatores para a rejeição do petista, segundo os entrevistados, estão a inflação dos alimentos, erros na política econômica, aumento de impostos e a violência urbana. Também contribuem o “enfrentamento do agronegócio” e erros de comunicação.

    Veja como o mercado avalia Haddad:

    • Negativo: 58% (antes, 24%)
    • Regular: 32% (antes,35%)
    • Positivo: 10% (antes, 41%)

    Além disso, para 85% dos agentes, Fernando Haddad está mais fraco dentro do governo e apenas 1% considera que ele se fortaleceu dentro da gestão nos últimos três meses.

    Veja como o mercado avalia Gabriel Galípolo:

    • Positivo: 45%;
    • Regular: 41%;
    • Negativo: 8%;
    • Não sei: 6%.

    Em seus primeiros meses à frente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que foi indicado por Lula, tem dado continuidade ao ritmo do aumento da taxa de juros imposto por seu antecessor, Roberto Campos Neto.

    Segundo o mesmo levantamento, 93% do mercado vê a economia indo “na direção errada” e 92% aponta Lula como o principal responsável por esse direcionamento.

    A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 106 agentes do mercado financeiro em São Paulo e no Rio de Janeiro entre os dias 12 e 17 de março. A margem de erro estimada é de 3,4 pontos percentuais e foram ouvidos gestores, economistas, analistas e tomadores de decisão do mercado financeiro.

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