Esta frase contundente é atribuída a Oswaldo Aranha, dita lá pelos idos dos anos 1940. Aranha, advogado, político, diplomata de prestígio internacional, chegou a exercer a presidência da Assembleia Geral da ONU em 1947.
A frase foi um desabafo diante da falta de lideranças políticas qualificadas e projetos estruturantes a longo prazo para o Brasil.
Décadas se foram, e hoje, ao que parece, nosso país ainda padece dessa escassez de líderes com ampla visão de futuro e capacidade de propor ideias com potencial transformador da nossa realidade.
2026 é ano de eleições para o Executivo e Legislativo, em nível federal e estadual. Analisando sem paixões o contexto político atual, não vejo perspectivas de surgimento de novos líderes e ideias renovadoras. Nada no horizonte me faz crer na possibilidade de sairmos dessa polarização entre lulismo e bolsonarismo.

Num processo eleitoral polarizado um oponente alimenta o outro, ao fazer-lhe contraponto. Isso não leva a lugar algum, a não ser a mais do mesmo, o pior dos mundos.
As pessoas mais politizadas e com senso crítico apurado com as quais tenho conversado não têm ilusões quanto ao nível dos debates que assistiremos. Pessimismo à parte, também tenho sérias dúvidas quanto ao que será apresentado aos eleitores em termos de propostas. Talvez um repeteco da eleição passada, de conteúdo raso, genérico, com cara de “me engana que eu gosto”.
E a nação a necessitar, mais que nunca, de planos, programas e projetos de crescimento econômico, modernização, educação, saúde pública, saneamento básico, segurança, produtividade, criação de empregos. Algo capaz de alavancar reformas estruturais e mudar nossa realidade. Isso requer partidos e políticos com ideias e disposição para concretizá-las em um horizonte de longo prazo, sem visualizar a reeleição nos próximos quatro anos.
Necessitamos mesmo é de um projeto de Nação!
Por Gilberto Silos














Deixe um comentário