Segundo um velho ditado, “ao amigo que não é certo, um olho fechado e outro aberto”.
Pelo que aconteceu nos meios políticos na semana passada, o Palácio do Planalto ou desconhece ou resolveu ignorar esse ditado, confiando em demasia no seu poder de articulação. Sofreu várias derrotas em curto espaço de tempo. Um verdadeiro “inferno astral” envolvendo jogo de interesses, traições e articulação ineficiente.

O primeiro revés foi a rejeição pelo Senado a Jorge Messias, nome indicado pelo governo para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no STF. Foi um caso inédito desde 1894.
O fato do chefe do Executivo deter a prerrogativa de indicar um membro da Suprema Corte já é, por si só, uma falha a ser corrigida.
A segunda derrota foi a derrubada do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria das penas aos condenados pelos atos golpistas de 8/1.
Pelas contas dos articuladores do governo, pelo menos no Senado era possível a aprovação do nome de Jorge Messias. Mas, dos bastidores chegam informações de que alguns ministros do STF teriam participado da articulação contra a indicação de Messias. Com que interesse? Especula -se muito a respeito. Até o escândalo do Banco Master é mencionado nessas especulações.
De tudo isso, fica claro o abismo que se amplia entre o Executivo e o Legislativo.
Não obstante deter a máquina em suas mãos e o poder sedutor das emendas parlamentares, o governo vai encarar as eleições politicamente fragilizado.
É um acirrado jogo político, porém, está em aberto.
Por Gilberto Silos














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