A música sertaneja será celebrada neste domingo (3) como uma das expressões culturais mais marcantes do Brasil. Presente no cotidiano de milhões de pessoas, o gênero atravessa gerações, se reinventa e segue como trilha sonora de histórias e memórias afetivas.
Origem e características
O sertanejo tem origem na música caipira, ligada às vivências do interior. As letras abordam temas como vida no campo, amor, saudade e relações humanas. Com o passar do tempo, o gênero incorporou novas influências e estilos, do sertanejo raiz às vertentes contemporâneas, ampliando o alcance sem perder o caráter narrativo.
A escolha do dia 3 de maio como o Dia do Sertanejo no Brasil homenageia o cantor José Perez, o Tinoco, integrante da dupla Tonico & Tinoco. A dupla é referência da música caipira e teve papel importante na popularização do gênero.
Tradição em Jacareí
Em Jacareí, o sertanejo mantém presença forte, sobretudo na vertente raiz. A cidade preserva essa tradição por meio de artistas, violeiros e grupos que mantêm viva a cultura caipira. Parte desses nomes é reconhecida como “Mestres da Cultura Viva” pela atuação ao longo dos anos.
Mestres da Cultura Viva
Entre os destaques está o Mestre Sebastião Ferreira Martins, que formou dupla com a esposa Terezinha e integrou o grupo Os Catereiros de Jacareí, entre 1985 e 1996. Atualmente, atua na preservação da música de raiz com o grupo Os Veteranos da Catira Martins e o Duo Martins.
Também reconhecida como Mestra, Maria Rosa iniciou a trajetória em 1992, cantando em dupla. Ao longo dos anos, consolidou atuação na dança de catira, prática que exerceu por mais de 15 anos, além de participações em apresentações ligadas à cultura popular.
Outro nome relevante é Mestre Paulo Caipira, músico, compositor e luthier (profissional que constrói e mantém instrumentos). Com centenas de composições, também trabalha como professor e regente de orquestra de música de raiz, contribuindo para a formação de novos músicos.
Na mesma linha de atuação, Mestre Marcolino José de Souza, o Paraitinga, mantém trajetória ligada à Fundação Cultural desde 1992. Formou dupla com Maria Rosa e integra grupos dedicados à música e à dança tradicional.
Em conjunto, esses mestres mantêm viva a tradição sertaneja em Jacareí, com transmissão de saberes entre gerações e forte vínculo com a cultura do interior paulista.














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