O Brasil perdeu, em Porto Alegre (RS), um de seus maiores escritores e cronistas: Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos. Internado desde o dia 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento, o autor não resistiu a complicações de uma pneumonia grave.
Filho do também escritor Érico Verissimo, Luis Fernando construiu uma trajetória singular na literatura brasileira, marcada pelo humor refinado, pela crítica social e pela leveza com que tratava o cotidiano. Autor de mais de 70 livros e responsável por personagens célebres, como a Velhinha de Taubaté e a turma da Comédia da Vida Privada, conquistou milhões de leitores ao longo de seis décadas de carreira.
Além da ficção e da crônica, atuou como cartunista, tradutor, dramaturgo e músico, sempre transitando entre diferentes linguagens sem perder sua marca: a ironia afetuosa e o olhar atento sobre o Brasil. Estima-se que tenha vendido mais de 5,6 milhões de exemplares, tornando-se um dos autores mais populares do país.
Nos últimos anos, Verissimo enfrentava problemas de saúde, incluindo doença de Parkinson, sequelas de um AVC sofrido em 2021 e complicações cardíacas. Ainda assim, permaneceu como referência cultural e intelectual, com textos constantemente lembrados pela atualidade e humor atemporal.
A morte de Luis Fernando Verissimo representa não apenas a perda de um escritor, mas de uma voz crítica e bem-humorada que ajudou a retratar o Brasil em sua complexidade. Seu legado permanece vivo nas páginas que continuam a arrancar sorrisos e reflexões de gerações de leitores.














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