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    Inflação – a palavra que castiga nosso bolso

    Encontro a Dona Maria na feira, esbravejando, reclamando dos preços: ´´Neste país pobre não pode mais comer ovo. Quem pode comprar um quilo de tomate? Desisti do café, agora só bebo chá“. E, como ela, muita gente se queixa.

    Milhões de brasileiros sofrem com a alta excessiva de alguns produtos que compõem a cesta básica. É a base alimentar de muitas pessoas que vivem de salário, e passam aperto no fim do mês para a conta fechar. Isso é causado pela inflação.

    Para quem faz compras na feira e no supermercado, abastece o carro e paga aluguel, além de água, luz e mensalidade escolar, a inflação está sempre na ordem do dia.

    Afinal, o que é inflação?

    A grosso modo ela consiste no aumento contínuo e generalizado dos preços dos produtos e serviços por um período de tempo. Não se inclui nesse cálculo os aumentos isolados ou ocasionais.

    Quando a inflação está sob o controle das autoridades monetárias (leia-se Banco Central) o poder de compra dos salários e rendimentos é preservado. Isso estimula o consumo, valoriza a moeda e atrai investimentos. Os investimentos dão sustentabilidade à economia, promovendo seu crescimento e a geração de mais empregos.

    De um modo geral os economistas classificam a inflação em quatro tipos: Inflação de demanda, de custo, inercial e estrutural.

    Inflação de demanda é quando os produtos ou serviços disponíveis se tornam insuficientes para atender a procura, que é maior que a oferta.

    Inflação de custo é quando a demanda é a mesma de antes, mas os custos de produção aumentam e são repassados aos consumidores.

    Inflação inercial é quando o aumento dos preços é calculado com base na inflação passada mais a expectativa (às vezes infundada) de inflação futura.

    Inflação estrutural é quando o problema está na falta de eficiência dos meios de produção (produtividade, por exemplo) ou na infraestrutura do mercado.

    A inflação mensal é medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumido Amplo), cujos dados, divulgados pelo IBGE, servem para analisar o desempenho da economia. A inflação acumulada nos últimos doze meses (até março de 2025) é de 5,20%.

     

    Por Gilberto Silos

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