Artigo

    Combustíveis sofrem reajuste a partir de 1º de Fevereiro

    A partir de sábado (1º de fevereiro), o preço dos combustíveis sofrerá um aumento devido à alteração no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que foi aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) no final de 2024. A medida afetará diretamente os preços de gasolina, etanol, diesel e biodiesel.

    O reajuste estipula um acréscimo de R$ 0,10 por litro na gasolina e etanol, que passam a ser cobrados a R$ 1,47 por litro. Já o diesel e o biodiesel terão um aumento de R$ 0,06 por litro, passando a R$ 1,12.

    De acordo com o especialista em tributação, Hélder Santos, da Fipecafi, a principal justificativa para o aumento é a defasagem nos valores do ICMS, que estavam abaixo do padrão internacional. “O reajuste tem um caráter arrecadatório, pois o valor atual estava aquém dos preços aplicados fora do Brasil”, explica Santos.

    Carlos Pinto, diretor do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), alerta que o reajuste terá um efeito em cadeia, impactando não apenas os preços dos combustíveis, mas também toda a economia nacional. “A alta não afeta apenas os preços, mas também o setor logístico, fundamental para o funcionamento da economia. O reflexo será sentido diretamente pelo consumidor final”, afirma Pinto.

    O economista Adriano Pires, fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), destaca que os preços da gasolina e do diesel estavam defasados em relação ao mercado internacional. A gasolina apresenta uma defasagem de 7,54%, enquanto o diesel acumula uma defasagem de 15,15%. Vale lembrar que o diesel não sofreu qualquer reajuste no decorrer de 2024.

    Em uma reunião recente, a CEO da Petrobras, Magda Chambriard, informou que a estatal não vê necessidade de aumentar o preço da gasolina, considerando a queda do dólar. No entanto, o aumento no diesel está sendo estudado, dado o valor defasado do produto. A decisão final sobre ajustes será tomada nas próximas reuniões da Petrobras.

    A Petrobras segue com a autonomia de definir os preços de seus produtos, levando em conta os custos de refino e os preços internacionais do petróleo. Contudo, de acordo com estimativas da Refina Brasil, a empresa já deixou de ganhar cerca de R$ 20 bilhões devido à defasagem nos preços desde maio de 2023.

    Artigos Recentes

    Categorias

    Artigos relacionados

    Artigo

    Anedonia: quando o prazer se apaga — e o mundo perde o brilho

    Há pessoas que continuam vivendo suas rotinas, cumprindo compromissos, respondendo mensagens… mas,...

    Artigo

    “ O Brasil é um deserto de homens e ideias” 

    Esta frase contundente é atribuída a Oswaldo Aranha, dita lá pelos idos dos anos...

    Artigo

    Até onde vai a crueldade de Alexandre de Moraes?

    Existe um ponto em que a Justiça deixa de ser Justiça e...

    Artigo

    “Operação abafa” e confiança institucional abalada

    Tal cenário impede uma investigação profunda e rigorosa A recente decisão da...