Saúde

    Vacina contra chikungunya deve ser incluída no SUS, diz Ministério da Saúde

    Imunizante foi aprovado pela Anvisa na segunda-feira (14/4). Desenvolvida pelo Butantan e a empresa Vanelva, a vacina será aplicada em maiores de 18 anos

    A vacina contra a chikungunya, aprovada na segunda-feira (14/4) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), será incorporada ao calendário vacinal brasileiro, garantiu o Ministério da Saúde. O imunizante, produzido pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica austríaca Vanelva, será aplicado em dose única em pessoas com mais de 18 anos.

    A dose contra chikungunya, porém, é contraindicada para gestantes e indivíduos imunocomprometidos. De acordo com a pasta da Saúde, essa vacina será aplicada após a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) aprovar o pedido de incorporação das doses do imunizante.

    Órgão do Ministério da Saúde, a Conitec é responsável por assessorar a pasta em incorporação de vacinas e medicamentos no SUS. Embora tenha confirmado interesse em incluir a vacina contra chikungunya no calendário do sistema de saúde, o ministério não estipulou um prazo para que essa ação seja concretizada.

    Em resposta, a assessoria de comunicação da pasta restringiu-se a garantir que a aprovação da vacina pela Anvisa foi ponto crucial para que o governo a encaminhe para estudos do Conitec. Confira a nota na íntegra:

    “A Chikungunya é uma doença que vem crescendo no país nos últimos anos, e a incorporação de uma vacina segura e eficaz é muito importante para a  proteção da população. Com o registro da vacina aprovado pela Anvisa nesta segunda-feira (14), o Ministério da Saúde dará início à análise para sua inclusão no SUS, a ser avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A expectativa é que, uma vez aprovada e com capacidade produtiva, a vacina seja incorporada ao calendário nacional de vacinação, fortalecendo as ações de combate à doença no Brasil.”

    Chikungunya

    Transmitida pela picada do mesmo mosquito da dengue e da zika (Aedes aegypti), a Chikungunya é caracterizada por febre alta e dores intensas nas articulações, que em alguns casos podem se tornar crônicas. O vírus foi introduzido no Brasil em 2014 e, atualmente, há registros de casos em todos os estados do país.

    Seu impacto no Brasil deixou 421 mortes entre 2023 e 14 de abril deste ano, de acordo com o Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde. Nesse intervalo de tempo, ainda segundo os dados da pasta, 489,732 mil pessoas possivelmente foram diagnosticadas com chikungunya.

    Com a possível incorporação da vacina ao SUS, o Ministério da Saúde ampliará as estratégias de prevenção e controle da chikungunya no país. No momento, a prevenção a essa doença ocorre por meio do combate ao vetor (mosquito Aedes) e pelo alívio dos sintomas.

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