O governo de São Paulo avalia decretar estado de emergência devido ao crescimento dos casos de dengue, que já resultaram em 104 mortes e quase 200 mil ocorrências prováveis. A decisão deve ser formalizada nesta quarta-feira (19), em uma reunião no Instituto Butantan com o Secretário de Saúde, Eleuses Paiva.
A medida permitirá que o estado intensifique as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e libere recursos para conter o surto. Recentemente, o governo criou um Centro de Operações de Emergências e destinou R$ 228 milhões para apoiar os municípios no combate à doença.
Uma das maiores preocupações dos especialistas é o retorno do sorotipo 3 da dengue, que não era registrado há 17 anos e agora corresponde à metade das amostras analisadas. Como a imunidade adquirida contra um sorotipo não oferece proteção contra os demais, o risco de casos graves aumenta.
Além disso, a campanha de vacinação enfrenta obstáculos. O Ministério da Saúde autorizou o uso de doses próximas do vencimento para ampliar a imunização de pessoas entre 4 e 59 anos, mas a cidade de São Paulo enfrenta dificuldades com a escassez de vacinas disponíveis.
Diante desse quadro, as autoridades enfatizam a importância das medidas preventivas, como a eliminação de criadouros do mosquito, a limpeza de recipientes que acumulam água e o uso de repelentes para evitar novas infecções.














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