O estado de São Paulo atingiu o total de 57 pessoas presas em 2025 por envolvimento na venda irregular de bebidas alcoólicas, conforme balanço divulgado pelo Governo do Estado. Somente nesta terça-feira (14), seis pessoas foram detidas pela Polícia Civil durante investigações sobre adulteração e falsificação de bebidas com metanol.
As prisões ocorreram durante a Operação Poison Source – Fonte do Veneno, conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 1ª Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos da Divecar.
Cerca de 150 policiais civis participaram da ação, que cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em endereços da capital, Santo André, Poá, São José dos Campos, Santos, Guarujá, Presidente Prudente e Araraquara. Um dos detidos também foi autuado por porte ilegal de arma de fogo.
A operação integra o trabalho do gabinete de crise do Governo de São Paulo, que reúne secretarias estaduais e vigilâncias sanitárias municipais para conter o avanço de intoxicações por metanol. Entre as medidas estão a interdição cautelar de estabelecimentos suspeitos e o recolhimento de amostras de bebidas para perícia.
De acordo com o boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), atualizado na segunda-feira (13), o cenário atual é o seguinte:
128 casos notificados;
28 confirmados, com 5 mortes;
100 em investigação, incluindo 3 óbitos suspeitos;
246 casos descartados.
As mortes confirmadas envolvem três homens (54, 46 e 45 anos) da capital, uma mulher de 30 anos de São Bernardo do Campo e um homem de 23 anos de Osasco.
Desde 29 de setembro, a força-tarefa já apreendeu mais de 21,4 mil garrafas, 105,2 mil insumos, 480 mil rótulos, 121,8 mil vasilhames vazios e 15 barris. Somando as ações ao longo do ano, o total chega a 71 mil garrafas e 15 milhões de rótulos recolhidos.
O Procon-SP também fiscalizou seis comércios em Santos e São José dos Campos, identificando irregularidades em três — ainda que não relacionadas à venda de bebidas adulteradas.
Segundo o governo estadual, novos balanços serão divulgados três vezes por semana (às segundas, quartas e sextas-feiras), reforçando o monitoramento constante das ações para desarticular a rede criminosa e proteger a população.














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