Uma operação da Polícia Civil desmantelou um laboratório clandestino de drogas em uma chácara no bairro Morro Azul, em Igaratá. O local era utilizado para a produção da chamada “Dry”, conhecida como “maconha dos playboys”, uma droga considerada de maior pureza e com um alto valor no mercado ilegal.
A ação ocorreu na tarde desta segunda-feira (17) e resultou na prisão de dois homens, de 21 e 27 anos, flagrados dentro do imóvel. Outro suspeito conseguiu escapar ao perceber a presença dos policiais.
A ocupação
A investigação indicou que a chácara estava sendo usada para a manipulação e processamento de drogas. Durante a abordagem no local, os policiais sentiram um forte odor de maconha vindo do imóvel. Por volta das 15h25, um homem saiu da propriedade em uma motocicleta, mas ao ser abordado, fugiu e deixou a porta da chácara aberta.
Com a situação, os policiais adentraram a residência e localizaram dois suspeitos no primeiro quarto, que permaneceram em silêncio. Na varanda, foi encontrada uma grande peneira com vestígios de droga, além de uma máquina para prensar e triturar maconha. Em outro cômodo, onde o cheiro era ainda mais intenso, havia um saco grande com a droga já peneirada e dois invólucros de “Dry”, o produto que estava sendo fabricado no local.
Apreensão
Após a pesagem, foram contabilizados 6,9 kg de maconha, dois pacotes de haxixe, dois celulares, além de objetos usados na produção da droga e um veículo encontrado na chácara, pertencente a um dos detidos. De acordo com os policiais, a “Dry” é conhecida como “maconha dos playboys” devido ao seu altíssimo valor comercial e por ser produzida em laboratório a partir do haxixe.
Prisão e desdobramentos
Os dois homens afirmaram estar apenas “aproveitando o sítio” e não souberam informar quem alugou o local. Também negaram qualquer envolvimento com as drogas. Um deles alegou que a maconha encontrada no carro seria para consumo próprio.
Ambos foram presos em flagrante por tráfico de drogas, sem direito a fiança, e encaminhados para a Cadeia Pública de Jacareí, sendo posteriormente transferidos para Guarulhos, onde passarão por audiência de custódia. As investigações seguem para identificar os demais envolvidos na operação do laboratório clandestino.













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