Dois homens foram presos pela Polícia Militar na tarde desta segunda-feira (14), em São José dos Campos, após uma investigação envolvendo furto e receptação de equipamentos eletrônicos. A ocorrência foi registrada por volta das 14h20, na Avenida Engenheiro Francisco José Longo, na região central da cidade.
O caso envolveu um ex-funcionário de uma empresa de Taubaté e o proprietário de uma loja especializada na compra e venda de computadores usados. A ação teve início a partir de uma denúncia feita pelo dono da empresa, que reconheceu notebooks furtados sendo anunciados em um estabelecimento de São José.
Com o apoio de outras equipes, os policiais foram até o local indicado e abordaram o ex-colaborador ainda na recepção da sala comercial. Ele confessou o crime e explicou como o esquema funcionava. Durante os dois meses em que trabalhou na empresa, o homem vinculou o e-mail corporativo ao seu celular e instalou um spyware no roteador da empresa, com o objetivo de capturar senhas e informações sensíveis. Depois, contratou comparsas para executar o furto físico dos equipamentos.
Foram subtraídos da sede da empresa em Taubaté:
6 notebooks,
4 celulares,
1 tablet,
e 1 caixa de som.
Parte dos notebooks já havia sido vendida para a loja de usados. O lojista confirmou a aquisição de três aparelhos, sendo que dois foram comprados no mesmo dia da prisão.
Durante a operação, os policiais também encontraram uma mochila abandonada pelo ex-funcionário momentos antes da abordagem. Dentro dela estavam os notebooks restantes e um crachá falso de uma empresa de e-commerce, confeccionado pelo próprio suspeito, com sua foto e identidade falsificada.
O ex-colaborador revelou ainda que os conteúdos dos equipamentos foram copiados e ocultados como arquivos falsos, posteriormente vendidos online. O dinheiro das transações era convertido em criptomoedas e enviado para uma conta no exterior via Pix.
Ambos os envolvidos foram encaminhados à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de São José dos Campos. O ex-funcionário foi autuado por furto qualificado, enquanto o comerciante responde por receptação. Os dois permanecem presos, à disposição do Poder Judiciário.













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