A Polícia Civil de São Paulo, por meio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC/DEINTER 1 de São José dos Campos, deflagrou nesta quinta-feira (26) a primeira fase da Operação Ovelha Negra. A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa responsável por um esquema de pirâmide financeira disfarçado de investimentos na bolsa de valores.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de São José dos Campos, Campinas, São Paulo e também na capital Palmas (TO). A operação mobilizou 18 policiais civis e seis viaturas. Embora não tenham ocorrido prisões ou apreensões de drogas e veículos, diversos materiais foram recolhidos para análise.
Esquema fraudulento
A investigação teve início após denúncia feita por uma das vítimas ao Ministério Público. A mulher relatou ter investido R$ 80 mil em uma suposta empresa de investimentos e recebido rendimentos apenas nos primeiros meses. Quando tentou resgatar o valor, os responsáveis passaram a protelar a devolução, caracterizando o golpe.
Outras vítimas foram identificadas, com prejuízos que variam entre R$ 20 mil e R$ 250 mil. Já são contabilizados mais de R$ 700 mil em perdas. Segundo a polícia, o grupo utilizava contratos formais, linguagem técnica e estruturas empresariais para dar aparência de legalidade à operação, sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
As fraudes se estendiam por redes familiares, religiosas e empresariais. Entre 2021 e 2024, o volume de movimentações do grupo ultrapassou R$ 7,1 milhões. Há também indícios de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e uso de empresas de fachada.
Como medidas judiciais, foram determinados o bloqueio de bens, quebra de sigilos fiscal e telemático dos investigados e coleta de provas para responsabilização penal dos envolvidos.
Informações CBNVale














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