O serviço de entrega de correspondência no Brasil é mais antigo do que se imagina. Começou por volta de 1663, segundo historiadores.
Esse serviço postal tornou-se uma atividade governamental e evoluiu no decorrer do tempo. Da entrega de cartas assumiu também os telégrafos e foi gradativamente diversificando sua oferta de serviços. Em sua trajetória a instituição recebeu vários nomes. Em 1969 tornou-se EBCT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, ao suceder ao DCT – Departamento de Correios e Telégrafos.
Atualmente é uma empresa pública federal, atuando também na área de transporte de encomendas e de logística. É inegável que a EBCT contribuiu de forma relevante para o desenvolvimento deste país. Hoje, porém, ela é motivo de preocupação.
O sucateamento dos Correios é uma realidade. Sua estrutura e sistema de trabalho não acompanharam as mudanças ocorridas com o avanço tecnológico, nem as demandas da sociedade.
Com o advento do e-mail e do WhatsApp, houve uma grande redução na postagem e entrega de correspondência. Vivemos numa época em que tudo é feito de forma digital, até envio de boletos de cobrança.
Em resumo, houve uma sensível redução do número de clientes que enviam cartas, telegramas ou despacham encomendas pela EBCT. Nesse segmento de encomendas ela cada vez mais perde mercado para empresas como a Amazon,Shopee, DHL, que atuam no ramo de entregas e o fazem com mais rapidez e praticidade. Na sua política de expansão, o Mercado Livre anunciou um grande investimento no Brasil para ampliar sua rede de logística.

Isso tudo reflete na saúde financeira dos Correios, que no primeiro trimestre de 2025 teve um prejuízo de R$ 1,7 bilhão no seu balanço patrimonial.
Se não se atualizar e inovar em sua oferta de serviços, procurando outros nichos de mercado, permanecerá como uma estatal cada vez mais deficitária. Mas, até quando?
Por Gilberto Silos














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