Alterações promovidas pela FIA para esta temporada prometem revolucionar a principal categoria do automobilismo mundial
A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) promoveu alterações importantes na Fórmula 1 para a temporada de 2026.
A principal categoria do automobilismo mundial passará pela maior revolução em seus 75 anos de história, impactando tanto os carros quanto as regras do campeonato.
Divulgadas oficialmente em dezembro de 2025 pela própria Federação, as mudanças visam gerar “uma F1 mais competitiva, mais segura e mais sustentável”.
Para além das alterações das normas de aerodinâmicos e de motores, as modificações vão impactar o grid, com uma nova equipe, chegando agora a 22 pilotos, e também refletem na segurança e sustentabilidade, com a implementação de combustíveis frutos de fontes renováveis.
O que muda nos carros?
Com o objetivo de aumentar o nível de pilotagem, os carros da F1 passarão a ser menores e mais leves.

O comprimento será agora de 3400 mm (200 mm a menos do que em 2025) e a largura de 1900 mm (100 mm a menos). Além disso, a distância do solo também será reduzida em 150 mm.
O peso mínimo dos veículos sofreu alteração, juntamente. De 800kg em 2025, será de 770kg em 2026.
Mais velocidade em linha reta
Os carros da F1 terão menos auxílio de downforce. Os túneis de efeito do solo, posicionados abaixo do veículo para atraí-los para a pista, serão retirados, reduzindo assim a força descendente geral de 15% a 30%.
Em contrapartida, o arrasto será cortado em 40%, possibilitando maior velocidade em linhas retas.
Sem DRS
Chegou ao fim a era do DRS (Drag Reduction System, ou Sistema de Redução de Arrasto) na Fórmula 1.
A configuração, utilizada para ultrapassagens, se despediu da categoria ao fim da temporada de 2025, dando espaço para as novas asas dianteiras e traseiras totalmente móveis. Elas poderão ser ajustadas para alta ou baixa pressão aerodinâmica.
Novo “modo últrapassagem”

Além da retirada do DRS e das novas configurações de asa móvel, a F1 também promove, a partir do campeonato de 2026, o “modo ultrapassagem”.
A novidade funcionará quando um piloto estiver a menos de um segundo do carro da frente. Para ultrapassar, ele poderá usar uma potência extra, que fará com que o veículo chegue a uma velocidade superior, sendo impulsionada por um “boost” de energia.
Vale destacar que diferente do DRS, que era acionado em setores específicos nos circuítos, o mais novo sistema pode ser usado estratégicamente, conforme escolhido pelo piloto – sendo de uma vez, ou distribuido enquanto completa a volta.
Pneus
Acompanhando a estrutura geral do carro, os pneus também sofrerão uma redução em seus tamanhos.
Se tornarão 25mm mais estreitos na frente e 30mm nos de trás. A ideia é a de diminuir o arrasto e o peso livre, não-suspenso.
Contudo, as rodas em si continuarão a ter 18 polegadas.
Chassis
Para aumentar a segurança aos pilotos, a F1 optou por reforçar a estrutura de impacto frontal dos carros. Agora, eles passarão a ter um formato de bico de dois estágios para maior proteção contra impactos duplos/subsequentes.
O cockpit também terá o seu redor mais reforçado, na parte lateral, assim como o tanque de combustível e o aro de rolagem, posicionado atrás da cabeça do piloto.














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