Muito se tem dito e escrito sobre as diferenças entre chefia e liderança. Para alguns, elas são mínimas ou nem existem. Para outros, são consideráveis.
Dentro de uma organização, seja de que natureza for, é possível encontrar quem se enquadre num ou noutro perfil.
Geralmente, a posição de chefia é delegada por alguém com poder e capacidade de decisão dentro da estrutura hierárquica.
O chefe é aquele que comanda um processo com base na autoridade e subordinação. Ele ordena, determina e deve ser acatado por seus subalternos.
O líder exerce influência sobre o grupo mercê de suas qualidades intrínsecas. Conscientemente ou não, ele usa seus atributos de empatia, inspiração e até de inteligência emocional.
Esse é um moderno conceito de liderança, muito mais amplo e profundo, substituindo a antiga ideia de que líder é quem manda e os outros o seguem sem contestar sua autoridade, seja ela legítima ou não.
Esse conceito, entretanto, não é tão novo assim.
Na Grécia Antiga, Platão defendia uma visão de liderança não muito diferente. Para ele as qualidades essenciais de um líder consistiam em preparo intelectual, autocontrole e compromisso com o bem comum. Resumia seu ideário na frase: “Quem não é bom para servir não será bom para comandar.” A autoridade legítima é filha da experiênci , de saber obedecer conscientemente, de conhecer as necessidades e aspirações coletivas. Isso favorece a tomada de decisões justas, sem apelar para arbitrariedades.
Refletir sobre o conceito de liderança se torna relevante neste ano de 2026, quando teremos eleições. Talvez seja uma boa orientação e até critério para a escolha de candidatos.

Perguntemos:
Que espécie de liderança meu candidato exerce?
Seu compromisso é com o bem comum ou voltado para apenas para seu partido ou interesse de grupos?
Seu discurso é sincero ou carrega promessas demagógicas que dificilmente serão cumpridas?
O que efetivamente fundamenta seu carisma?
Boa reflexão, caro eleitor!
Por Gilberto Silos














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