O Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, em São José dos Campos, registrou, no último fim de semana, a quinta doação de órgãos realizada em 2026. O procedimento ocorreu após a confirmação da morte encefálica de um jovem de 20 anos.
Com a autorização da família, foram captados o fígado e os dois rins, que serão destinados a três pacientes que aguardavam na fila de transplantes.
A captação foi realizada pela equipe da Organização de Procura de Órgãos (OPO), em parceria com profissionais do Hospital Municipal, seguindo todos os protocolos técnicos, éticos e legais previstos pelo Sistema Nacional de Transplantes.
Antes da cirurgia, familiares e colaboradores da unidade prestaram uma homenagem ao doador, formando um corredor de aplausos durante o trajeto entre a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o Centro Cirúrgico.
Balanço de 2026
Com a nova doação, o Hospital Municipal contabiliza cinco captações efetivadas neste ano, totalizando 28 órgãos e tecidos destinados a transplantes. Foram captados três corações, dois pulmões, cinco fígados, dez rins e oito córneas.
Segundo a unidade, a taxa de autorização familiar para doação está em torno de 67% em 2026, percentual superior à média nacional.
Como funciona a doação
A doação de órgãos só pode ser realizada após a confirmação da morte encefálica, diagnóstico feito conforme critérios estabelecidos pela legislação brasileira.
Após essa confirmação, a família é informada e decide se autoriza ou não a doação. Com a autorização, o hospital aciona a Organização de Procura de Órgãos (OPO), responsável por coordenar todo o processo de captação.
No Vale do Paraíba, a OPO responsável pela região é vinculada à Unicamp, em Campinas, e atua em conjunto com a Central de Transplantes para garantir que todas as etapas sejam realizadas dentro das normas legais, éticas e médicas.
O Hospital Municipal reforça que a doação de órgãos é um procedimento seguro e depende exclusivamente da autorização da família. Por isso, a orientação é que as pessoas conversem sobre o tema e manifestem, ainda em vida, o desejo de serem doadoras, facilitando a decisão dos familiares e ampliando as chances de salvar outras vidas.














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