Um homem de 27 anos morreu na noite de sábado (7) após um episódio de violência ocorrido na região central de Guaratinguetá. A situação teve início na Praça Conselheiro Rodrigues Alves e se estendeu até a Rua Doutor Martiniano, onde a vítima foi encontrada desacordada.
Segundo informações da Polícia Civil, o homem — que vivia em situação de rua — passou a insultar verbalmente e agredir fisicamente uma mulher de 46 anos. Diante da cena, um homem de 49 anos tentou intervir para defender a vítima, mas acabou sendo atingido na cabeça com um pedaço de madeira.
Após o ataque, o agressor deixou a praça e passou a perseguir a mulher, que corria pela via pública pedindo ajuda. Em seguida, um comerciante de 37 anos, que trabalha nas imediações, decidiu intervir para conter a agressão. Ele também foi atacado com golpes de madeira e sofreu ferimentos na cabeça.
Com o apoio de um terceiro transeunte, o comerciante conseguiu imobilizar o agressor contra uma parede, utilizando força física até a chegada da Polícia Militar. De acordo com o boletim de ocorrência, durante a contenção houve pressão prolongada na região do pescoço do homem, que acabou perdendo a consciência.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas a vítima não resistiu e morreu ainda no local. O laudo do Instituto Médico Legal apontou asfixia mecânica como causa da morte.
A Polícia Civil analisou depoimentos, laudos periciais e imagens do sistema de videomonitoramento do município. Conforme a autoridade policial, apesar da agressão inicial praticada pela vítima, a forma e o tempo da imobilização foram considerados excessivos e desproporcionais, configurando, em tese, excesso doloso.
O comerciante de 37 anos foi preso em flagrante por homicídio qualificado. Posteriormente, a Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante por medidas cautelares alternativas, levando em consideração que o suspeito possui residência fixa, atividade profissional regular e permaneceu no local após os fatos, acionando a Polícia Militar.
As demais pessoas envolvidas sofreram ferimentos leves e receberam atendimento médico. O caso segue sob investigação e será analisado pela Justiça durante audiência de custódia.













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