¨E então...¨

    Governo destruiu R$ 108 milhões em remédios e vacinas em 2025

    Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lado de Lula

    O Ministério da Saúde do governo Lula (PT) incinerou, em 2025, R$ 108,4 milhões em vacinas, medicamentos e insumos hospitalares. Desse total, R$ 18,5 milhões, o equivalente a 17,1%, ainda estavam dentro do prazo de validade no momento da destruição. O volume eliminado, embora seja inferior ao registrado em anos recentes, permanece acima dos níveis observados antes da pandemia de Covid-19.

    As informações, levantadas pelo site Metrópoles por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), apontam que, entre os itens destruídos no último ano, estavam equipamentos e medicamentos de alto custo. Constam na lista fármacos oncológicos como o blinatumomabe, indicado para Leucemia Linfoblástica Aguda (R$ 141.929,07 por unidade), e o brentuximabe vedotina, utilizado para linfomas (R$ 88.905,59 cada).

    Vacinas contra a dengue e terapias voltadas a doenças raras também figuraram entre os produtos descartados. Segundo o ministério, a taxa de incineração correspondeu a 1,48% do estoque total em 2025. A meta estabelecida para o próximo ano é reduzir esse percentual para 1%.

    Ao comentar os dados, a pasta afirmou que itens eliminados por não conformidade técnica são repostos ou ressarcidos conforme previsão contratual e rejeitou a classificação de “desperdício”. No entanto, o ministério não esclareceu se houve devolução de recursos no caso de vacinas e medicamentos adquiridos por determinação judicial que acabaram descartados ainda válidos.

    Nos três primeiros anos do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o total incinerado alcança R$ 2 bilhões, um montante 3,3 vezes superior aos R$ 601,5 milhões descartados durante todo o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pico ocorreu em 2023, quando as perdas atingiram R$ 1,3 bilhão, com destaque para imunizantes contra a Covid-19 e anestésicos.

    A pasta atribui as incinerações a cinco fatores principais: variações na demanda relacionadas ao cenário epidemiológico, compras realizadas por ordem judicial, alterações nos protocolos terapêuticos, mudanças na incidência de doenças como malária, dengue, tuberculose e hanseníase, além de avarias nos produtos.

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