O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou ser pré-candidato à reeleição ao governo do estado e negou especulações sobre outros planos eleitorais.
Em uma publicação nas redes sociais, ele escreveu:
“Sou candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo e irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira para prestar o meu total apoio e solidariedade.”
A declaração ocorre em meio a rumores sobre uma eventual candidatura de Tarcísio à Presidência da República em 2026, hipótese ventilada por aliados do bolsonarismo nos bastidores. Na terça (20), Tarcísio havia adiado a visita a Bolsonaro na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília, prevista para esta quinta.
Segundo informações do Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio pediu que o encontro previsto para ocorrer na próxima quinta (22) fosse adiado devido a “cumprimento de compromissos em São Paulo”. A visita havia sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ocorreria entre 8h e 10h.
Tarcísio decidiu adiar a visita após declarações do senador Flávio Bolsonaro ao jornal O Globo, nas quais afirmou que o governador deveria aproveitar a conversa com o pai para garantir apoio explícito à sua pré-candidatura presidencial e comunicar, de forma definitiva, a decisão de disputar a reeleição em São Paulo.
Nos bastidores, fontes do Palácio dos Bandeirantes avaliam que a ausência de compromissos públicos funcionou como um recado à família Bolsonaro. Interlocutores afirmam que Tarcísio ficou desconfortável com a pressão pública para declarar apoio explícito à pré-candidatura de Flávio ao Planalto, sobretudo via redes sociais.
Pessoas próximas ao governador relatam que a visita teria inicialmente o objetivo de prestar solidariedade pessoal a Bolsonaro e tratar dos próximos passos para viabilizar a transferência do ex-presidente para prisão domiciliar. Segundo relatos, o cancelamento ocorreu após a declaração do “01” de que a conversa poderia ser usada para “enquadrar” politicamente o governador.
O adiamento da visita também aprofundou o racha interno na direita, que passou a adotar diferentes tons em meio ao receio de inviabilizar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. O cancelamento do encontro foi interpretado pelo núcleo mais próximo a Bolsonaro como um gesto de distanciamento, reacendendo disputas públicas e nos bastidores sobre quem deve liderar o campo conservador em 2026, em oposição à candidatura de Lula à reeleição.
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