Se existe uma área capaz de inspirar críticas e ironia, é a política.
O escritor e publicitário inglês Ernest Benn disse que “política é a arte de procurar problemas, encontrá-los, diagnosticá-los incorretamente e aplicar-lhes a solução errada.”
O dramaturgo alemão Bertold Bretch, ao abordar outro aspecto da política, declarou: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do pão…depende de decisões políticas.”
No Brasil estamos vivendo um momento político intrincado.

Conforme estabelecido pelo calendário do TSE, o dia 20 de julho marcou o início do período das convenções partidárias e os novos prazos eleitorais. Aos partidos políticos cabe realizar as convenções, escolher seus candidatos e definir coligações.
É o “grid de largada” para a corrida eleitoral de 2026.
As agremiações partidárias dispõem de quinze dias para compor suas chapas e registrá-las na Justiça eleitoral.
Agora, a realidade: vivemos um clima político polarizado. Um verdadeiro Fla x Flu eleitoral se instalou no país, com todas as limitações que isso significa.
Ao juízo do eleitorado, no qual ainda há muita despolitização, inexiste a viabilidade de uma terceira via, ou seja, parece não haver outra saída.
Na cabeça de uma significativa parcela da população ou vota-se em A ou vota-se em B. Ainda que nenhum dos candidatos goze de simpatia, escolhe-se um deles por rejeição ao outro, não porque conscientemente lhe identifique atributos para bem exercer o cargo. E não vale pena desperdiçar o voto com outros candidatos, cuja possibilidade de se elegerem as pesquisas revelaram ser mínimas.
Muitos descartam a opção do voto nulo ou branco, por considerá-los uma omissão ou coisa parecida, sem, entretanto, ponderar sobre a coerência dessa atitude quando nenhum candidato os representa.
Enfim, esse é o panorama atual, num momento em que o Brasil mergulha numa crise de representação política.
Por Gilberto Silos














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