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    Estados Unidos iniciam taxação de produtos do México, Canadá e China

    Presidente dos EUA critica principais parceiros comerciais, que podem sofrer queda no PIB e até recessão com a medida, por supostas produção e distribuição de substâncias ilegais

    O governo dos Estados Unidos impõe, a partir deste sábado (1º/1), tarifas alfandegárias a produtos do Canadá, do México e da China — os três principais parceiros comerciais do país comandado por Donald Trump. A decisão foi confirmada nesta sexta-feira (31/1) pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, e deve abranger microchips, petróleo, gás e aço.

    De acordo com Leavitt, os custos serão de 25% para os vizinhos norte-americanos e 10% para a nação asiática, devido a suposta distribuição ilegal de medicamentos e a migrantes supostamente irregulares. O governante republicano afirmou que os parceiros não podem fazer “nada” para evitar a decisão.

    “O presidente vai impor 25% de tarifas alfandegárias ao México, 25% de tarifas alfandegárias ao Canadá e 10% de tarifas alfandegárias à China pelo fentanil ilegal que produzem e que permitem distribuir no nosso país”, assim como pelos migrantes que entram irregularmente nos Estados Unidos, declarou, de acordo com a AFP.

    Leia também: Lula para Trump: se taxar produtos brasileiros, haverá reciprocidade
    A agência de notícias informa que Trump critica os três países por não terem feito o suficiente para combater o tráfico do opiáceo; e a China, em específico, por permitir a exportação de componentes sobretudo para o México, onde estariam cartéis que fabricariam e enviariam a substância para os EUA.
    Após o comunicado da Casa Branca, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse que tem “mesa de diálogo” com o país vizinho e diferentes planos de contingência: “Temos plano A, plano B, plano C para o que o governo dos Estados Unidos decidir”.
    Tanto o México quanto o Canadá eram protegidos de tarifas por acordos de livre comércio desde 1994 — primeiro o Nafta; depois o T-MEC, assinado no primeiro mandato de Trump. Não se sabe quais ferramentas jurídicas o presidente americano vai utilizar para justificar a nova decisão, uma vez que, devido ao T-MEC, ações legais podem ser ajuizadas tanto por estados quanto por empresas que seriam afetadas.

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    Apesar de não estar definido o fato de as tarifas serem destinadas a todos os produtos vindos desses países ou aplicadas apenas a alguns, Trump afirmou a jornalistas no Salão Oval, também nesta sexta, que vai taxar microchips, petróleo, gás e aço, e disse que algumas das tarifas podem entrar em vigor em 18 de fevereiro.
    À AFP, um analista da Oxford Economics afirmou que a economia americana perderia 1,2 ponto percentual de crescimento e o México poderia entrar em recessão. Um professor da Universidade de Cornell disse à agência que o PIB mexicano poderia diminuir em 3,6%, e o canadense em 2%.
    “A China também sofreria de uma escalada na guerra comercial existente, mas ao mesmo tempo se beneficiaria das tensões entre os Estados Unidos” e os países vizinhos, acrescentou.

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