A nova edição do ranking anual de bilionários da revista Forbes, publicada nesta quinta-feira (28), confirma Eduardo Saverin como o brasileiro mais rico pelo segundo ano consecutivo. O cofundador do Facebook detém um patrimônio de R$ 227 bilhões, resultado que representa um salto de 45,5% em relação ao ano anterior.
O avanço foi impulsionado principalmente pela valorização das ações da Meta e pelo momento favorável da “febre da inteligência artificial”.
Embora tenha nascido em São Paulo, Saverin vive em Singapura e mantém participação minoritária na empresa de Mark Zuckerberg, além de investir em diversas iniciativas de venture capital. Ele é seguido na lista por Vicky Safra, herdeira do Banco Safra, que acumula R$ 120,5 bilhões e mantém o posto de mulher mais rica do país.
O levantamento de 2025 identifica 300 brasileiros com patrimônio acima de R$ 1 bilhão, sendo 240 homens e 60 mulheres. Juntos, os homens somam R$ 1,68 trilhão, e as mulheres, R$ 343,7 bilhões. Mais da metade (56,3%) aumentou a fortuna no último ano, enquanto 20,6% tiveram queda e apenas um manteve o mesmo valor. A lista também ganhou 31 novos nomes que atingiram o status de bilionário.
Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2025; confira a lista:
1º — Eduardo Saverin (Facebook/Meta) – R$ 227 bilhões (+45,5%)
Idade: 43 anos • Residência: Singapura • Setor: Tecnologia
Nascido em 1982, em São Paulo, e criado nos Estados Unidos, Eduardo Saverin se formou em economia pela Universidade de Harvard, onde conheceu Mark Zuckerberg e ajudou a fundar o Facebook em 2004. Seu aporte financeiro inicial foi decisivo para o início da rede social.
A relação entre os dois se desgastou, culminando em um processo judicial, retratado no filme A Rede Social (2010), no qual Saverin foi interpretado por Andrew Garfield. Sua presença na lista da Forbes se consolidou em 2011, após a abertura de capital do Facebook.
Em 2023, a Meta — controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp — anunciou o pagamento de dividendos e apresentou resultados expressivos, o que elevou o valor de mercado e, consequentemente, o patrimônio de Saverin.
2º — Vicky Sarfati Safra e família (Banco Safra) – R$ 120,5 bilhões
Idade: 73 anos • Residência: Suíça • Setor: Finanças
De origem grega, Vicky Safra casou-se aos 17 anos com Joseph Safra, que se tornaria o banqueiro mais rico do mundo. A história da família no setor bancário começou na Síria, no século XIX, e chegou ao Brasil em 1953, quando Jacob Safra, pai de Joseph, mudou-se com a família para o país.
No Brasil, fundaram a Safra Financeira em 1967 e, posteriormente, o Banco Safra em 1972. Com a morte de Joseph, em 2020, Vicky herdou parte dos negócios. Entre os quatro filhos, Jacob e David estão à frente da gestão; Alberto deixou a sociedade e fundou a ASA Investimentos; e Esther vendeu suas ações e se casou com Carlos Dayan, do banco Daycoval.
3º — Jorge Paulo Lemann (AB Inbev/3G Capital) – R$ 88 bilhões (-4,2%)
Idade: 85 anos • Residência: Suíça • Setor: Bebidas e Investimentos
Carioca, filho de imigrantes suíços, Jorge Paulo Lemann formou-se em economia em Harvard e construiu carreira no mercado financeiro. Tornou-se sócio da corretora Garantia, onde conheceu Marcel Telles e Beto Sicupira, parceiros em aquisições de grandes empresas.
O trio consolidou a Ambev e, posteriormente, comprou a Anheuser-Busch, criando a maior cervejaria do mundo, a AB Inbev. Lemann também participa da 3G Capital, dona de marcas como Burger King e Tim Hortons. Apesar de perdas ligadas ao caso Americanas, segue entre os mais ricos do país.
4º — André Santos Esteves (BTG Pactual) – R$ 51 bilhões (+56%)
Idade: 57 anos • Residência: Brasil • Setor: Finanças
Começou como estagiário no Pactual, tornando-se controlador anos depois. Em 2006, vendeu o banco ao UBS por US$ 3,1 bilhões. Três anos mais tarde, retomou o controle na fusão com o BTG, do qual é presidente do conselho e CEO.
Sua estratégia incluiu aquisições como a do Banco Pan, negociada com Silvio Santos, e, em 2021, a compra da fatia da Caixa Econômica Federal, que transformou o BTG no principal acionista do Pan.
5º — Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM) – R$ 40,2 bilhões (+4,5%)
Idade: 79 anos • Residência: Brasil • Setor: Finanças e Mineração
Primogênito de Walther Moreira Salles, Fernando é acionista do Itaú Unibanco e controla, junto à família, a CBMM, líder mundial na produção de nióbio. Em 2022, aumentou sua participação na holding E. Johnston, passando a deter metade das cotas.
6º — Carlos Alberto da Veiga Sicupira (AB Inbev/3G Capital) – R$ 39,1 bilhões (-20,8%)
Idade: 77 anos • Residência: Suíça • Setor: Bebidas e Investimentos
Conhecido como Beto Sicupira, é sócio de Lemann e Telles na AB Inbev e na 3G Capital. Possui cerca de 3% da cervejaria. Formado pela UFRJ e com especialização em Harvard, atua também no setor social, com a Fundação Brava e a Fundação Estudar.
7º — Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM) – R$ 38 bilhões (+5,1%)
Integrante do clã Moreira Salles, divide com o irmão Fernando o controle acionário do Itaú e da CBMM. Sua atuação também se estende a projetos culturais e educacionais.
8º — Miguel Gellert Krigsner (O Boticário) – R$ 34,2 bilhões (+19,2%)
Fundador do Grupo Boticário, expandiu a empresa por meio de franquias e marcas próprias, tornando-a uma das maiores redes de cosméticos do mundo.
9º — Alexandre Behring da Costa (3G Capital) – R$ 31 bilhões (-11,1%)
Cofundador da 3G Capital, participou de operações globais de grande porte nos setores de alimentação e varejo. Sua fortuna recuou em 2025, mas segue no top 10.
10º — Jorge Neval Moll Filho (Rede D’Or) – R$ 30,4 bilhões (+119,1%)
Fundador e controlador da Rede D’Or, obteve o maior crescimento percentual do grupo, com expansão significativa da rede hospitalar e valorização dos ativos.














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