O Brasil vive um aumento expressivo e preocupante nos acidentes envolvendo escorpiões. Apenas neste ano, o Ministério da Saúde já contabilizou mais de 126 mil ocorrências e 148 mortes confirmadas até setembro. O número representa um crescimento de cerca de 150% na última década, resultado de fatores como o avanço desordenado das cidades e as mudanças no clima.
Em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, a situação segue a tendência nacional. De acordo com a Secretaria de Saúde, entre janeiro e fevereiro de 2025, os casos de picadas de escorpião cresceram 28,45% em relação ao mesmo período de 2024. No bairro Novo Horizonte, por exemplo, as notificações mais que dobraram — de 13 para 28 ocorrências. Em resposta, a prefeitura intensificou ações preventivas, como limpeza de bueiros, roçada de terrenos públicos e distribuição de materiais educativos à população.
Especialistas explicam que o clima quente aliado às chuvas cria o ambiente ideal para a reprodução e abrigo dos escorpiões, que preferem locais úmidos e sombreados, como pilhas de entulho e fendas em construções. A espécie mais comum na região é o Tityus stigmurus, conhecido como escorpião-amarelo-do-nordeste, cuja picada pode causar graves complicações e até levar à morte, especialmente em crianças e idosos.
Em casos de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. O município possui unidades equipadas para tratar acidentes com escorpiões, entre elas o Hospital Municipal, a UPA de São Francisco Xavier e o Hospital de Clínicas Sul, que conta com soro antiescorpiônico disponível 24 horas.
A prevenção continua sendo a melhor forma de proteção. É importante evitar o acúmulo de entulhos, vedar frestas em portas e janelas, e utilizar luvas ao manusear materiais de construção. A colaboração dos moradores é essencial para conter o avanço dos escorpiões e garantir a segurança da comunidade.
Para orientações adicionais, a população pode entrar em contato com a Central 156.














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