O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) registra que aproximadamente 20% das crianças em idade escolar apresentam algum tipo de alteração visual, comprometendo o desempenho em sala de aula e o desenvolvimento. A atenção da família e dos professores ao comportamento infantil evita essas situações.
O Conselho alerta que os problemas mais comuns são miopia, hipermetropia e astigmatismo, conhecidos como erros refrativos. O primeiro afeta a capacidade de enxergar objetos distantes, sendo cada vez mais frequente, uma vez que o excesso de tempo em frente a telas e a falta de exposição à luz natural contribuem para o seu surgimento. É crescente o número de estudantes reclamando da incapacidade de enxergar as informações no quadro.
O astigmatismo compromete a nitidez para visualizar objetos próximos ou distantes, apresentando imagens borradas ou distorcidas. A condição pode causar mais incômodo à noite, quando a pupila dilata e aumenta a área da córnea envolvida na formação da imagem.
A recomendação médica é que pais e responsáveis tenham atenção aos indícios e consultem um oftalmologista. Óculos de grau, lentes de contato e, em casos específicos, cirurgias refrativas podem ser indicados conforme as características do caso.
As atividades aquáticas, como a natação, também requerem óculos de proteção, impedindo que a água com cloro, outros produtos químicos e sujeira entrem em contato com os olhos, o que pode provocar vermelhidão, ardência e infecções.
A Síndrome de Irlen também requer cuidados, pois ainda é bastante desconhecida e muitas vezes confundida com dislexia. A condição causa dificuldades de leitura relacionadas à percepção visual, diferente da dislexia, considerada um transtorno de aprendizagem de origem neurológica, que afeta outras habilidades cognitivas, como a compreensão da linguagem, pronúncia e escrita. Muitas crianças não reclamam de problemas visuais, uma vez que nunca enxergaram de outra forma e não têm referência de visão normal.
Paula Guimarães – Oftalmologista














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