Começou o Campeonato Brasileiro de Futebol, Série A, com algumas novas regras. Uma delas obriga o goleiro a repor a bola em jogo com mais rapidez. Se demorar mais de oito segundos, o adversário ganha um escanteio.
Será que agora teremos mais tempo efetivamente jogado? Tomara que sim. O futebol é uma paixão popular mundial. E, com suas histórias e seu folclore, já é parte integrante da cultura brasileira.
Algumas pessoas famosas, inclusive intelectuais, já manifestaram opiniões negativas a respeito. Era o caso do escritor e poeta argentino Jorge Luiz Borges, a afirmar que o ´´futebol é popular porque a estupidez é popular“.
No Brasil, ao contrário, alguns intelectuais não só gostam como escrevem ou escreveram sobre futebol. É o caso do dramaturgo Nelson Rodrigues, que durante muito tempo escreveu crônicas sobre esse esporte na revista Manchete e em vários jornais. Numa delas chegou a afirmar que ´´o intelectual que ignora futebol é um alienado de babar na gravata“.

Nelson não era um analista de futebol como outros jornalistas esportivos. Abordava a dimensão humana de tudo o que ocorria dentro do gramado e sua repercussão além das quatro linhas. Sobre a Copa do Mundo de 1958 , a primeira vencida pelo Brasil, ele escreveu: ´´Graças aos 22 jogadores da maior equipe de todos os tempos, o Brasil descobriu-se a si mesmo“.
Torcedor fanático do Fluminense, Nelson Rodrigues dizia que ´´a mais sórdida pelada, disputada num campinho qualquer, é de uma complexidade shakespeariana“.
Que o Brasileirão-2025 seja repleto de gols e emoção. Boa sorte para nós, torcedores.
Por Gilberto Silos














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