Na decisão da Supercopa-2026 entre Corinthians e Flamengo, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, estava presente em uma das tribunas do Mané Garrincha. Dizem ser ele um fervoroso corintiano. Mas, sua fala na abertura do ano judiciário parece não ter agradado nem a gregos, nem a corintianos.
Moraes se mostrou insatisfeito com a proposta do presidente do STF, Edson Fachin, de elaborar um Código de Conduta para os ministros da Suprema Corte. Argumentou que a Constituição e a Lei Orgânica da Magistratura já bastam para ditar a conduta dos juízes.
Ao que parece ainda permanecem no ar os ruídos decorrentes do rumoroso caso do Banco Master.
O relacionamento supostamente promíscuo do ministro Dias Toffoli com diretores do indigitado banco e o envolvimento de familiar de Alexandre de Moraes na prestação de serviços advocatícios ao mesmo estabelecimento, deram muito o que falar. Ainda que não houvesse envolvimento direto no escândalo do Master, não faltaram críticas aos ministros.

Como diz a conhecida expressão popular, “uma coisa puxa outra”. Assim, outros questionamentos agora são feitos ao STF. Um deles diz respeito ao fato de ministros exercerem outras funções além da Magistratura. Juízes podem, por exemplo exercer o magistério e fazer palestras.
Moraes defendeu o direito de cobrarem pelas palestras. Dias Toffoli, pivô da crise de imagem do STF por sua conduta no caso Master, lembrou que há vários magistrados proprietários de empresas e de fazendas.
A legislação não lhes proíbe serem detentores de posses legítimas, desde que isso não interfira em suas funções ou não os tornem impedidos de exercê-la em alguma circunstância.
Mas, é bom lembrar que manter qualquer tipo de relacionamento com pessoas de caráter dúbio ou suspeito compromete o próprio magistrado.
A Suprema Corte é a guardiã da Constituição e a última instância do Judiciário, onde se encerram os processos. Há que preservar sua imagem.
Por Gilberto Silos














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