E, “ a pátria de chuteiras” já se encontra nos Estados Unidos para disputar mais uma Copa do Mundo.
Essa expressão, “pátria de chuteiras”, foi criada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, e usada em suas crônicas quando se referia à seleção brasileira de futebol
Alguém usaria essa expressão nos dias de hoje? Pouco ou nada provável. Já não existe mais aquela identificação do povo com a nossa seleção.
Pelo que tenho ouvido das conversas de boteco, nas esquinas, nas feiras livres, o sentimento generalizado é de descrença na possibilidade da seleção fazer boa figura na competição.
A torcida já não alimenta mais aquela empolgação com o nosso escrete (palavra aportuguesada) canarinho.

Mas, o que explica essa falta de identificação e confiança na seleção? Podemos mencionar vários motivos. Esse longo período de “ vacas magras é um deles”. As novas gerações não sabem o que é vibrar com o Brasil campeão, trazendo a taça. Lá se vão 24 anos da última conquista. A grande maioria dos jogadores convocados atua em clubes europeus. Alguns são poucos conhecidos, porque mal saíram das categorias de base dos nossos clubes, foram jogar no exterior. Poucos craques, jogando em clubes brasileiros, vestiram a camisa verde-amarela nos últimos anos. No fundo acaba sendo uma seleção de “estrangeiros”, dirigida por um treinador italiano que mal conhece o futebol aqui jogado. Além disso, não fugindo da realidade, essa nova safra de jogadores brasileiros não tem a mesma qualidade daqueles que nos encantavam décadas atrás.
Apesar de tudo, a Seleção pode surpreender, e honrar o passado glorioso do nosso futebol, fazendo boa campanha.
Agora, conquistar o título…não é impossível. Mas, convenhamos, será uma árdua tarefa de superação com alguma pitadinha de sorte.
Vamos torcer para que tudo dê certo.
Por Gilberto Silos
Jornalista














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