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    Vírus da gripe ganha força antes do período esperado e eleva casos graves no Brasil

    Avanço antecipado da influenza A pressiona internações e acende alerta para aumento de síndromes respiratórias no país

    O novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, acende um sinal de alerta para a antecipação da circulação da influenza A no Brasil. Tradicionalmente mais ativa a partir do outono, que começou nesta sexta-feira (20), a gripe já apresenta avanço em nível nacional, com reflexos no aumento de casos graves em diversos estados.

    A análise mais recente, referente ao período de 8 a 14 de março, indica crescimento expressivo de infecções por influenza A, especialmente no Mato Grosso e na maior parte do Nordeste, com exceção do Piauí. Também há registro de alta em estados do Norte, como Amapá, Pará e Rondônia, além de áreas do Sudeste, como Rio de Janeiro e Espírito Santo.

    Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a influenza A respondeu por 25,4% dos casos positivos de vírus respiratórios, um aumento em relação à semana anterior. Apesar disso, o rinovírus ainda lidera as ocorrências, concentrando quase metade dos diagnósticos. Na sequência aparecem o vírus sincicial respiratório (VSR), o Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, e, em menor proporção, a influenza B.

    O impacto dos vírus varia conforme a faixa etária. Crianças e adolescentes seguem sendo mais afetados pelo rinovírus, enquanto entre jovens, adultos e idosos a influenza A já se destaca como principal causa de infecção. O VSR também contribui para o aumento de casos graves entre recém-nascidos e crianças pequenas.

    Embora ainda em níveis considerados baixos, a Covid-19 mantém maior incidência entre idosos, especialmente em estados do Sudeste, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

    Diante desse cenário, o Ministério da Saúde já definiu as estratégias de vacinação contra a gripe para 2026. A campanha nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste ocorrerá entre 28 de março e 30 de maio.. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal e conter o avanço das doenças respiratórias antes do pico sazonal.

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