Esportes

    “Vai, Brasa”: Nike inventa “grito” ao explicar uniforme da Seleção

    Torcedores dizem que o termo não é utilizado para se referir à Seleção

    A nova camisa da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 ganhou explicações detalhadas de uma das designers da Nike, Rachel Denti. Em apresentação do uniforme, a profissional destacou que a proposta foi traduzir a essência do país em cada elemento visual e estrutural da peça.

    Segundo Denti, o ponto de partida foi resgatar o “Brasil em sua forma mais pura”, desde a escolha das cores até os detalhes incorporados ao tecido. O tradicional amarelo foi mantido, mas com uma abordagem específica.

    – A ideia foi trazer o que é Brasil no seu mais puro, na sua mais pura versão, né? O que é o Brasil com S e não o Brasil com Z. O amarelo que a gente escolheu é o “Canary”, que é canário, o canarinho, que é o nosso amarelo, o amarelo clássico do Brasil. Então, vinha com essa cor. Claro que o azul também é o clássico, mas a gente conseguiu brincar um pouquinho com as outras cores, com um pouquinho do verde-água e esse verde quase meio neon – iniciou.

    Além da paleta de cores, a designer explicou que o uniforme traz inovação no material.

    – A Nike desenvolveu um material chamado Aerofit, que a gente consegue incorporar um design dentro da malha do material. E de longe talvez você não veja, mas de perto tem uma gama de detalhes aqui. E o quadro que a gente fez são as formas geométricas da bandeira do Brasil, que é uma bandeira inconfundível.

    Outro ponto destacado foi a presença da expressão “Vai, Brasa” no uniforme, a qual gerou polêmica entre os torcedores, que pontuaram que o termo não é utilizado para se referir à Seleção, diferentemente do que a designer disse.

    – É o Brasil; mas também é Brasa quando está jogando, né? Pra gente é muito fácil de entender, você olha e você sabe o que “Vai, Brasa” significa. Então, a gente trouxe esse nome, esse apelido carinhoso que a gente dá (…) Tem escrito “Vai, Brasa” (na parte interna da gola), que é uma coisa que a gente escuta nos estádios, escuta na rua, e agora os jogadores vão poder usar no corpo, carregando com eles – explicou.

    O uniforme também incorpora elementos culturais brasileiros de forma sutil. Um exemplo está nas listras laterais do calção, inspiradas na vestimenta tradicional da capoeira, conhecida como abadá.

    Por fim, o escudo e a gola do uniforme também receberam atenção especial, combinando elementos clássicos e contemporâneos.

    – No escudo, com as cinco grandes estrelas, a gente quis misturar um pouquinho do retrô com uma coisa mais futurista. Então, tem uma estética, uma textura de feltro, que traz um pouco dessa coisa do retrô, e o silicone por cima, que é bem moderno. Então, a gola que a gente fez este ano tem um design um pouquinho mais retrô, assim, ele presta uma homenagem a um look um pouquinho mais retrô, mas também é feito com material que estica bastante, que é meio para aqueles momentos do futebol que está sendo puxado pela gola, que é Brasil também – finalizou a designer.

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