Vítima é filha de um casal que mantém relação de amizade com o ministro
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está sendo acusado de ter assediado sexualmente uma jovem de 18 anos que passou as férias do início deste ano hospedada na residência do magistrado, em Balneário Camboriú (SC). Os detalhes da denúncia foram divulgados nesta quarta-feira (4) pela coluna Grande Angular, do site Metrópoles.
De acordo com o veículo, a jovem é filha de um casal que mantém relação de amizade com o ministro. O episódio teria ocorrido no dia 9 de janeiro, enquanto todos estavam na praia. Em determinado momento, a jovem entrou no mar para nadar e percebeu que Marco Buzzi também se encontrava na água nas proximidades.
Segundo o relato da vítima, o ministro teria tentado agarrá-la por três vezes, o que a deixou em desespero. Após conseguir se afastar, ela retornou à areia e relatou o ocorrido aos pais. O casal então deixou imediatamente o local e seguiu para São Paulo, onde registrou um boletim de ocorrência em uma delegacia.
Em razão do cargo ocupado por Marco Buzzi, que possui foro por prerrogativa de função, os denunciantes foram orientados a levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça (3), eles prestaram esclarecimentos a um juiz auxiliar do ministro Edson Fachin, presidente da Suprema Corte, e seguiram para formalizar denúncia junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O advogado da vítima e de sua família, Daniel Leon Bialski, afirmou que, neste momento, “o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado”. Segundo ele, a defesa aguarda que as apurações sejam conduzidas com rigor pelos órgãos competentes. Em nota oficial, o CNJ confirmou que o procedimento está em andamento na Corregedoria Nacional de Justiça, sob sigilo.
Marco Buzzi, que tomou posse como ministro do STJ em 2011, após indicação da então presidente Dilma Rousseff (PT), afirmou ter sido surpreendido pelas informações divulgadas e negou as acusações, sustentando que os fatos narrados não correspondem à realidade. O magistrado declarou ainda que repudia qualquer insinuação de conduta imprópria.














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