Saúde

    Ar-condicionado, mudanças de clima e viagens longas são os vilões do nariz

    Segundo o otorrinolaringologista Thiago Brunelli, durante as férias o organismo é exposto a fatores que favorecem inflamações

    Neste período de férias escolares e verão, cresce o número de viagens e, junto com elas, um problema bastante comum: as crises de rinite, sinusite e irritações nas vias aéreas superiores. O uso excessivo de ar-condicionado, as mudanças bruscas de temperatura e longos períodos em ambientes fechados formam uma combinação que pode comprometer a saúde do nariz e da garganta, especialmente em crianças, idosos e pessoas alérgicas.

    Segundo o otorrinolaringologista Thiago Brunelli, durante as viagens o organismo é exposto a fatores que favorecem inflamações. “Ônibus, carros, aviões e hotéis costumam manter o ar-condicionado ligado por longos períodos, o que resseca as vias aéreas, diminui a proteção natural do nariz e facilita crises alérgicas e infecções”, explica.

    O ressecamento das mucosas é um dos principais gatilhos para desconfortos como ardor no nariz, dor de garganta, congestão nasal, espirros frequentes e sensação de ouvido tampado. Além disso, a alternância entre calor intenso do lado de fora e ambientes frios contribui para a inflamação das vias respiratórias. “Essas mudanças bruscas dificultam a adaptação do organismo e podem agravar quadros de rinite e sinusite já existentes”, alerta o especialista Thiago Brunelli.

    Para evitar que as férias sejam interrompidas por problemas de saúde, alguns cuidados simples fazem a diferença. Manter uma boa hidratação é fundamental, já que a água ajuda a preservar a umidade das mucosas; sempre que possível, é indicado evitar temperaturas muito baixas no ar-condicionado e não direcionar o fluxo de ar diretamente para o rosto. Em viagens longas, o uso de soro fisiológico para lavar o nariz ajuda a remover impurezas e a manter as vias aéreas protegidas.

    Outro ponto importante é ficar atento aos sinais do corpo, como a congestão nasal persistente, dor facial, secreção espessa, dor de garganta frequente ou febre são sinais de alerta. “Nesses casos, a avaliação médica é essencial para evitar complicações”, orienta Brunelli.

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