A ciência vê, a grosso modo, o coração como um músculo oco e vital, órgão do sistema cardiovascular, cuja principal função é bombear o sangue para todo o corpo. É claro que anatômica e fisiologicamente sua complexidade é bem maior.
Já, Machado de Assis, observando o coração do ponto de vista romântico e da literatura, afirma tratar-se de “um órgão complexo e imprevisível, a região do inesperado, um hospital de sentimentos, um relógio da vida, e algo que não se pode dominar pela razão, mas que guarda a verdade”.

Mas, além das ideias científicas e machadianas, muito se pode dizer a respeito do coração.
Uma delas é que é um órgão multifunção. Ele não existe apenas para amar ou movimentar o fluxo sanguíneo. Ele afaga. Agrega leveza à vida. Acolhe o perdão. Guarda tantas emoções…
A boa notícia de sempre é que ele tem razões que a própria razão desconhece.
Por que, então, haveria de justificar suas escolhas? De dar explicações? Se o fizesse, ele não seria o coração.
Os caminhos do coração não são uma linha reta. Eles podem ser sinuosos, cheios de altos e baixos, porém, sempre levam a algum lugar.
Muitas vezes se mostra partido, choroso, incompreendido. Portanto, se quisermos viver bem com o nosso coração, não nos preocupemos em entendê-lo. Ele é o coração, e isso já basta.
Por Gilberto Silos














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