Meio que aos trancos e barrancos, o Brasil começa o mês de novembro com a responsabilidade de sediar a COP-30, conferência da ONU sobre as mudanças climáticas. Esse encontro acontecerá de 10 a 21 de novembro em Belém, capital do Pará.
Ao evento deverão comparecer chefes de Estado, diplomatas, cientistas, líderes empresariais e representantes de ONGs. O objetivo é discutir ações de combate ao aquecimento global e o financiamento dessas ações nos países menos desenvolvidos.
A COP ganhou mais relevância após o Acordo de Paris, na COP-21. Naquela ocasião, os participantes firmaram o compromisso de empreender ações no sentido de manter o aumento do aquecimento global abaixo de 2 graus centígrados, limitado a 1,5.
Belém foi escolhida como sede justamente por localizar-se na Região Amazônica, onde se encontra a maior floresta tropical do mundo.
Não faltam, entretanto, críticas ao planejamento e organização do evento no que diz respeito à infraestrutura da cidade, além da insuficiência e alto custo da hospedagem. Algumas delegações ameaçaram não comparecer.

O governo brasileiro vai tentar colocar -se como vitrine ambiental, enfatizando seu compromisso de reduzir o desmatamento da floresta amazônica como contribuição à redução do aquecimento global. Porém, deverá ser alvo de vários questionamentos.
O presidente Lula enaltece o compromisso do Brasil com a transição energética, mas ao mesmo tempo defende a exploração do petróleo na foz do Rio Amazonas. Obviamente, terá de usar muito bem sua já conhecida retórica para explicar essa contradição.
Esperemos que ao final do evento o Brasil fique bem na fita.
Por Gilberto Silos














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