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    AVC entre jovens cresce 20% nos últimos cinco anos

    Nesta quarta-feira (29), é celebrado o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), e dados da Rede Brasil AVC mostram uma tendência preocupante: nos últimos cinco anos, o número de casos entre jovens de 18 a 45 anos cresceu mais de 20%.

    Embora tradicionalmente ligado à terceira idade, o AVC tem se tornado cada vez mais comum entre adultos jovens, exigindo maior atenção das autoridades e profissionais de saúde. No Brasil, a doença é a segunda principal causa de morte e a primeira causa de incapacidade permanente, conforme o Ministério da Saúde.

    O neurologista Philipe Marques da Cunha, da Afya Educação Médica de Belo Horizonte, aponta que os fatores mais frequentes estão relacionados a problemas cardíacos, como arritmias, e à aterosclerose — acúmulo de placas de gordura nos vasos sanguíneos. “Essas condições estão fortemente associadas a problemas cada vez mais comuns entre jovens, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade e sedentarismo”, explica.

    Segundo o especialista, o estilo de vida moderno contribui diretamente para esse aumento. “A rotina acelerada, o estresse constante, a má alimentação e a ausência de atividade física favorecem o aparecimento precoce dessas doenças. Além disso, tabagismo, consumo exagerado de álcool e uso de drogas ilícitas também são fatores de risco significativos e cada vez mais presentes na população jovem”, acrescenta.

    De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 70% dos casos de AVC poderiam ser prevenidos com hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios, alimentação equilibrada, controle da pressão arterial e moderação no uso de álcool e cigarro.

    AVC em mulheres jovens

    Em âmbito mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 30% dos AVCs atingem pessoas com menos de 45 anos. No Brasil, entre mulheres jovens, um fator de risco relevante é a combinação do uso de anticoncepcionais orais com o tabagismo, que aumenta a probabilidade de formação de coágulos sanguíneos.

    O Dr. Philipe alerta que a interação entre o estrogênio presente nos anticoncepcionais e o cigarro tem efeito pró-trombótico, ou seja, favorece a formação de coágulos que podem obstruir vasos do cérebro e causar AVC.

    Ele ressalta que, isoladamente, o anticoncepcional é seguro para a maioria das mulheres. “Contudo, quando associado ao cigarro, o risco de trombose e AVC cresce consideravelmente, principalmente em mulheres acima de 35 anos ou que possuam outros fatores de risco, como hipertensão, enxaqueca com aura ou histórico familiar de doenças vasculares”, conclui.

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