Vale & Região

    “Passarelão” de 134 km será construído na Via Dutra para romeiros

    A Concessionária RioSP anunciou um projeto inovador que promete transformar a jornada de fé dos peregrinos que seguem a pé ou de bicicleta rumo ao Santuário Nacional de Aparecida. Está prevista para 2026 a construção de uma via paralela à Rodovia Presidente Dutra, com 134 quilômetros de extensão, destinada exclusivamente a romeiros.

    A estrutura terá largura variável entre 3 e 7 metros e será totalmente independente das pistas principais e dos acostamentos, garantindo mais segurança aos fiéis e ciclistas que atualmente dividem espaço com o tráfego intenso da rodovia.

    Objetivo é reduzir acidentes e organizar o fluxo de peregrinos

    Segundo a RioSP, o principal propósito do projeto é diminuir o risco de acidentes durante as tradicionais romarias, especialmente nas semanas que antecedem o feriado de Nossa Senhora Aparecida. A proposta já foi encaminhada à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), recebeu prioridade de análise e aguarda autorização para início da execução.

    O começo das obras está previsto para 2026, em conjunto com o plano de ampliação de capacidade da Dutra, atualmente em fase de revisão de projeto.

    Trajeto e desafios de engenharia

    A nova rota deverá ligar Arujá, na Grande São Paulo, ao Santuário de Aparecida, cruzando municípios estratégicos como Jacareí, São José dos Campos, Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba e Roseira.

    Estudos técnicos conduzidos pela concessionária indicam que há espaço suficiente para manter a via contínua em praticamente todo o trajeto. Em pontos de maior complexidade — como interseções, acessos e áreas de relevo acentuado —, serão adotadas soluções técnicas de elevação de pista ou pequenos desvios, garantindo fluidez e segurança ao percurso.

    Integração urbana e pontos de apoio

    Nos trechos urbanos, parte do trajeto deverá aproveitar marginais já existentes, o que reduzirá o impacto ambiental e os custos de implantação. Além disso, a RioSP pretende transferir os pontos de apoio aos romeiros — hoje instalados de forma improvisada nos acostamentos — para áreas estruturadas ao longo da nova via, com segurança, iluminação e sinalização adequadas.

    A concessionária ressalta que o projeto representa um avanço histórico na segurança viária e no acolhimento aos peregrinos, que há décadas realizam o trajeto até Aparecida em condições precárias.

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