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    Ministério da Saúde reforça vigilância hospitalar contra o sarampo e alerta para risco de surtos

    Young girl with measles virus.

    O Ministério da Saúde realizou, em 23 de setembro, um webinário nacional para discutir o papel estratégico dos Núcleos Hospitalares de Epidemiologia (NHE) na detecção e investigação oportuna de casos suspeitos de sarampo. O encontro reuniu mais de mil profissionais de saúde de todos os estados, com foco em reforçar a importância da resposta rápida para evitar surtos da doença no país.

    O Brasil recebeu em novembro de 2024 o certificado de eliminação do sarampo, o que significa que não há circulação endêmica do vírus no território nacional. No entanto, ainda há risco devido a casos importados ou relacionados à importação. Atualmente, segundo dados da Opas/OMS, há circulação do vírus em países como Bolívia, Paraguai, México, Canadá e Estados Unidos.

    No Brasil, foram notificados até agora 2.068 casos suspeitos, dos quais 31 confirmados1.680 descartados e 360 ainda em investigação. Os surtos ativos concentram-se nos estados do Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, sendo controlados em ações conjuntas entre Ministério da Saúde, estados e municípios.


    “Doença eliminada, mas ainda uma ameaça global”

    O evento, intitulado “Vigilância Epidemiológica do Sarampo no Âmbito dos Núcleos Hospitalares de Epidemiologia”, foi promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS). A abertura foi feita por Júlia Chaves, consultora técnica da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (RENAVEH).

    A palestra principal ficou a cargo de Rebeca Porto, do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que destacou a necessidade de manter a vigilância ativa:

    “O sarampo é uma doença de notificação imediata em até 24 horas para as três esferas de gestão. A resposta rápida é fundamental para conter qualquer suspeita e evitar a disseminação do vírus”, enfatizou.

    Também foi abordada a Portaria GM/MS nº 6.734, de 18 de março de 2025, que reforça a obrigatoriedade da notificação compulsória e imediata de casos de sarampo e rubéola, feita pelo profissional de saúde que atender o paciente.


    O sarampo e os desafios da prevenção

    sarampo é uma doença viral, infecciosa e altamente contagiosa, transmitida por secreções respiratórias ou por aerossóis em ambientes fechados. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus a até 90% das pessoas não vacinadas próximas a ela.

    Historicamente, foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. Embora os avanços da vacinação tenham reduzido drasticamente os óbitos, o sarampo continua sendo um desafio em regiões com baixa cobertura vacinal.

    Para especialistas, a vacinação é a principal forma de prevenção, garantindo a proteção individual e coletiva. O fortalecimento da vigilância hospitalar e a conscientização sobre a imunização são vistos como pilares fundamentais para que o Brasil mantenha o status de eliminação da doença.

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