Donald Trump se vale da hegemonia econômica e militar dos EUA para pressionar outros países a se curvarem aos seus interesses.
Além do aumento desmedido das tarifas nas pautas de exportações ao seu país, ainda procura interferir nas relações comerciais que outras nações mantêm entre si. Foi o caso recente da pressão comercial ilegal sobre a Índia, pelo fato desse país comprar petróleo da Rússia a preços baixos. O “pretexto” é que essa compra da Índia ajuda a Rússia a financiar a guerra contra a Ucrânia. E, como a nação indiana se recusasse a ceder, suas tarifas nas exportações aos Estados Unidos foram dobradas.
Não bastasse toda a turbulência provocada na economia mundial, o alvo do presidente norte-americano também é o meio ambiente, particularmente a transição energética.
Sabe-se que em 2017 Trump retirou os EUA do Acordo de Paris, pacto global entre quase 200 países para combater as mudanças climáticas. Desta vez, porém, ele está indo longe demais. Há pouco tempo ameaçou punir os países que votarem a favor de um acordo global para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor de transporte e logística. Conseguiu, com os votos da maioria republicana no Congresso, extinguir o apoio federal à produção de veículos elétricos, e investimentos em energia solar e eólica em seu próprio país.
Em quase todos os acordos comerciais firmados com outras nações há uma exigência de compra de petróleo e gás dos Estados Unidos.
É bom lembrar que em novembro deste ano o Brasil sediará a COP30, quando serão discutidos assuntos relacionados às mudanças climáticas e sustentabilidade global.
Que o Brasil ponha as barbas de molho, porque retaliações provavelmente virão.

Donald Trump se arvora em “o dono do mundo”.
Por Gilberto Silos














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