O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), reforçou sua defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e saiu em defesa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), após as críticas dirigidas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Ramuth, a discussão sobre a anistia precisa ser construída de forma “técnica e embasada”, para que não seja questionada posteriormente, mas dentro do espaço político adequado. “É um bom momento para uma resposta política”, afirmou, destacando que caberá ao Congresso Nacional definir os termos de um eventual projeto de anistia.
Durante o ato de 7 de Setembro, na avenida Paulista, Tarcísio pressionou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a colocar a proposta em votação. No mesmo evento, o governador criticou Moraes ao afirmar que “ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes” e que os brasileiros não aceitariam “a ditadura de um Poder sobre outro”.
Para Ramuth, no entanto, as falas do governador foram dirigidas exclusivamente ao ministro, sem afetar a relação institucional com a Corte. “O discurso dele foi voltado ao ministro Alexandre de Moraes e não ao STF. Não vai ser essa declaração isolada que vai acabar com o bom relacionamento que ele tem com a maioria dos ministros”, declarou.













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