De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite materno, consumido diretamente no peito, é o alimento mais completo e essencial para os bebês nos primeiros meses de vida, já que oferece todos os nutrientes necessários até os 6 meses de forma equilibrada e de fácil digestão. Para reforçar a importância da amamentação, desde 2017, o mês de agosto foi instituído como o Mês do Aleitamento Materno e é designado como Agosto Dourado, com o objetivo de valorizar e promover a amamentação em todo o País.

Para abordar o tema, a Semana Mundial do Aleitamento Materno (Smam) 2025, promovida pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba), em parceria com a OMS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e os Ministérios da Saúde e Sociedade Civil, destacou a amamentação materna como prática essencial para a saúde, equidade e o desenvolvimento, além de possuir impactos positivos para o meio ambiente, por meio do tema Priorizemos a Amamentação: Construindo Sistemas de Apoio Sustentáveis.
O Ministério da Saúde (MS) recomenda que a amamentação ocorra até os 2 anos de idade, sendo exclusiva até os primeiros 6 meses de vida, ou seja, sem a necessidade dos bebês consumirem outros alimentos. Segundo o órgão, quanto mais tempo ocorrer o aleitamento materno, mais benefícios serão trazidos tanto para o bebê quanto para a mãe.
A amamentação é a mais importante estratégia para garantir os melhores índices de saúde infantil no Brasil, já que o leite materno contém gorduras específicas e fundamentais para o desenvolvimento do cérebro infantil, é rico em carboidratos que fornecem energia e em proteínas, adaptadas à digestão do recém-nascido. Além dos nutrientes, é uma fonte natural de proteção, pois possui anticorpos e substâncias antimicrobianas que ajudam a fortalecer o sistema imunológico do bebê, tornando-o mais resistente a infecções e doenças. Entretanto, parte das crianças brasileiras não tem acesso ao leite materno. De acordo com o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), de 2021, a taxa de aleitamento materno exclusivo em crianças menores de 6 meses era de 45,8%, índice abaixo da meta estabelecida pela OMS, de no mínimo 70% até 2030.














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