Em matéria publicada faz pouco tempo no SPValenews, abordamos a importância da COP30, a realizar-se em novembro de 2025 em Belém do Pará. É a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas. Evento internacional, importante para o Brasil, o possuidor da maior biodiversidade do planeta.
As atenções do mundo todo estarão voltadas para o nosso país. Sendo assim, é necessário que o Brasil esteja preparado para receber as delegações estrangeiras e causar a melhor impressão possível.
Naquela matéria já comentámos as dificuldades de logística e infraestrutura da cidade de Belém para sediar um encontro dessa magnitude, e o tempo exíguo para colocar as coisas em ordem.
A justificativa das nossas autoridades para a indicação da capital paraense como sede foi o fato dela localizar-se na Região Amazônica. O argumento seria até plausível se os responsáveis pela organização tivessem previsto as dificuldades para realizar o evento e de antemão planejado todos os passos para dirimi-las em tempo hábil. Isso parece não ter acontecido.

Outra dificuldade já veio à tona. É a falta de garantia de hospedagem para todas as delegações estrangeiras e outros visitantes que se interessarem em participar da COP30.
A capacidade hoteleira de Belém está aquém das necessidades de receber tanta gente, além de que os hotéis estão cobrando preços exorbitantes. Segundo o presidente da COP30, embaixador André Correia do Lago, há hotéis cobrando preços 15 vezes maiores que o normal.
Se os preços de hospedagem anunciados forem mantidos será grande o risco de delegacões de países em desenvolvimento não poderem participar. Isso provocaria um esvaziamento do encontro.
Quando a demanda por um produto ou serviço excede a oferta o mais comum é um aumento dos preços. É uma regra elementar de mercado.
O evento será realizado dentro de três meses. Vai ser uma luta contra o tempo. Tudo indica que não vai faltar improviso.
E, vamos que vamos…
Por Gilberto Silos














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