+Notícias

    São Paulo registra mais de 5 mil casos de violência contra LGBTQIA+ no primeiro semestre de 2025

    Entre janeiro e junho de 2025, o estado de São Paulo contabilizou mais de 5 mil casos de violência contra pessoas LGBTQIA+, segundo dados do Painel da Ouvidoria Nacional do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. No mesmo período, foram formalizadas 1.016 denúncias envolvendo agressões físicas, psicológicas e outras formas de violação de direitos humanos.

    A maioria dos atos violentos é praticada por homens, o que, segundo especialistas, reflete a persistência do preconceito estrutural. Para Fabio Frederico, coordenador do curso de Direito da Anhanguera, a exclusão social afeta de forma ainda mais intensa pessoas trans. “Muitas recorrem à informalidade como meio de sobrevivência, o que aumenta a exposição à violência, inclusive sexual”, afirma.

    Em escala nacional, os dados são ainda mais alarmantes: o Brasil somou mais de 576 mil registros de violência contra LGBTQIA+ no primeiro semestre, com apenas 82 mil denúncias formalizadas — o que evidencia subnotificação e medo de represálias.

    No cenário internacional, o Brasil segue como o país que mais mata pessoas trans. De acordo com levantamento da Transgender Europe, entre outubro de 2023 e setembro de 2024, o país concentrou 31% dos assassinatos de pessoas trans no mundo. A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) registrou 122 mortes no ano de 2024, sendo 96% das vítimas travestis ou mulheres trans. A maioria dos crimes ocorreu em regiões afastadas dos grandes centros urbanos.

    Embora amplamente difundida, a expectativa de vida de 35 anos atribuída à população trans representa, na verdade, a média de idade das vítimas assassinadas — um dado que não diminui a gravidade da situação enfrentada.

    Canais de denúncia como o 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil) e Disque 100 permanecem ativos, além de plataformas digitais e órgãos como o Ministério Público e o Conselho Nacional de Combate à Discriminação (CNCD/LGBT), que oferecem suporte às vítimas.

    Para o advogado Fabio Frederico, o enfrentamento da violência demanda ação integrada. “É essencial que a sociedade e os órgãos públicos se unam para implementar políticas públicas e promover campanhas educativas. Só com mobilização conjunta será possível construir uma sociedade mais igualitária”, conclui.

    Informações via Life Informa

    Deixe um comentário

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Artigos Recentes

    Categorias

    Artigos relacionados

    +Notícias

    André Mendonça é sorteado como novo relator do caso Master

    Ministro assume as investigações após a saída de Dias Toffoli O ministro André...

    +NotíciasAcontece

    Piloto preso por pedofilia pagava mães e avós para abusar de meninas

    Criminoso também pagava às famílias por fotos e vídeos das vítimas O...

    +Notícias

    Padre de MG nega eucaristia para quem apoia Nikolas Ferreira

    Durante a missa deste domingo (8), na Capela São Sebastião Pingo D’Água...

    +Notícias

    Casa Civil chama de ‘playboy’ quem ganha mais de R$ 5 mil

    Publicação nas redes sociais usou participantes do BBB e recebeu muitas críticas...