Sabe-se que o progresso da humanidade acontece em ciclos, nos quais os chamados ´´pioneiros“ da raça humana inovam em suas respectivas áreas de atuação. E o que difere esses gênios das pessoas comuns? Diz a sabedoria popular que conseguem ´´pensar fora da caixinha“. Trocando em miúdos, eles, em suas atividades e propósitos, não se rendem ao lugar-comum, ao pensamento linear das formas estabelecidas. Chegam a ter a ousadia de subverter a ordem natural das coisas. Isso cria o progresso em todos os campos da atividade humana.
A caixinha representa a chamada ´´zona de conforto“ de quem prefere não se aventurar a transpor os limites do convencional. É a linha de pensamento que resiste a mudanças e reluta a abandonar os paradigmas vigentes.
Mudar a própria visão de mundo exige esforço e coragem. Coragem moral para renunciar a uma vivência padronizada desde fora, imposta por uma sociedade cujos valores e contradições são cada vez mais questionáveis. Essas contradições geraram falsos dilemas, cujo risco é levar a um beco sem saída. As crises econômicas, ambientais, a crescente violência e degradação urbanas, são exemplos dessa distopia.

Há poucos anos o mundo sofreu os efeitos desastrosos de uma pandemia que o deixou de cabeça para baixo. Agora, recentemente, estamos assistindo a uma ameaça à ordem econômica e geopolítica mundial, provocando uma onda de incerteza e inquietações. Para aonde estamos caminhando? Não há respostas, pelo menos até este momento.
Segundo o dito popular ´´as coisas precisam piorar para depois melhorar´´. Supondo seja verdadeiro esse pensamento, é razoável imaginar que das ruínas de uma estrutura decadente é possível construir algo inteiramente novo. Mas, essa possibilidade só pode nascer de um pensamento renovado, algo fora da caixinha de tudo aquilo que já não serve mais para a evolução da humanidade. Bem disse Einstein: ´´Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou“.
Então, o futuro permanece em aberto.
Por Gilberto Silos













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