O homem pisa na Lua. A nave da Xuxa desce na Terra. As Torres Gêmeas desabam. Gabriela sobe no telhado para pegar uma pipa. Ayrton Senna balança a bandeira do Brasil. Odete Roitman é assassinada. O papa caminha sozinho pela Praça São Pedro em meio a uma pandemia. Cafu beija a taça do pentacampeonato. O Big Brother Brasil tem uma nova campeã. William Bonner diz de um lado e milhões respondem do outro: “boa noite”.
Em seis décadas, a TV Globo atravessou a história do Brasil como quem atravessa a sala de estar de um país inteiro. Do preto e branco aos paineis de LED com 50 milhões de pixels, a emissora deixou de ser só canal para virar espelho, companhia, manchete, trilha sonora, passatempo e, por vezes, até conselheira. Com sua programação, ela embalou começos de manhã, finais de tarde, desenhou o horário nobre e fincou raízes profundas no imaginário coletivo. Foi do centro da sala para as mãos das pessoas nos smartphones.
A emissora nasceu no dia 26 de abril de 1965. Em 2025, a TV Globo completa 60 anos. No mesmo ano em que o Grupo Globo celebra seu centenário, a “Vênus Platinada” dos anos 90 vira simplesmente “Glô” nas redes sociais. A gíria carinhosa é sinal dos tempos, mas também da intimidade. Afinal, quem nunca ouviu que “tá passando na Globo” como sinônimo de importância nacional?
Hoje, 96% dos brasileiros consomem conteúdos da emissora ao longo do ano. Dois terços da população assistem toda semana. Não é exagero dizer que a Globo não é só televisão, é Brasil. Seu conteúdo já foi dublado em 70 idiomas e chegou a 160 países. Recebeu mais de 90 indicações ao Emmy Internacional. Mas sua maior glória ainda é aqui dentro: contar o Brasil para os brasileiros, todos os dias.
A Globo olha para o seu passado com nostalgia, mas segue de olho no futuro. Com seis décadas nas costas, a emissora ouve, reage e fala para um país com dimensões continentais, e por isso mesma tenha se transformado em uma rede de 118 afiliadas, 20 canais de TV por assinatura, plataforma de streaming e produtos digitais.
Sessenta anos depois, a Globo é a “fábrica de sonhos”, mas também um arquivo vivo de emoções brasileiras. E como todo bom arquivo, segue escrevendo, uma cena por dia, um “plim plim” por vez.














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