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    Como será 2026?

    Como será 2026? Neste final de ano é a pergunta natural. As turbulências de 2025 levantam dúvidas  quanto  a certezas absolutas e previsões que alguém possa formular. A princípio, tudo parece uma grande incógnita. 

    No Brasil, particularmente, paira esse clima de incertezas, sobretudo no campo da economia. E, para tornar o cenário mais nebuloso ainda  teremos eleições presidenciais e a renovação das casas legislativas. 

    Em 2025 a classe produtiva foi pega de surpresa pelo tarifaço de Donald Trump e isso exigiu alguns ajustes. Fora essa turbulência, nada de extraordinário, a não ser os escândalos de sempre, mostrando que aqui, na terra do samba, erradicar a corrupção é uma tarefa quase impossível. 

    A inflação nos último doze meses, até novembro chegou a 4,46%, indicando uma relativa estabilidade nos preços, e o nível de desemprego também continua baixo. 

    Dependerá do bom comportamento da inflação a redução da taxa básica de juros, hoje fixada em 15% pelo Banco Central. Há quem argumente ser essa taxa de juros uma das mais elevadas do mundo, sendo a responsável pelo baixo crescimento da economia brasileira. Há outros fatores também inibindo a evolução do nosso PIB. 

    É necessário que nosso crescimento econômico seja gradativamente maior, rompendo assim a barreira dos 2 ou 2,5% ao ano. Isso vai depender de investimentos robustos em nossa capacidade produtiva, em equipamentos, tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. E, se não for pedir muito aos nossos governantes, fazer um esforço na redução do “custo Brasil”. 

    Não podemos esquecer de 2026 como ano eleitoral. Quem serão os “players” a disputar a presidência da República com possibilidades de chegar ao Palácio do Planalto? 

    Há nomes, não faltam especulações, mas nada definido. 

    Sejam quais forem os candidatos, é de se esperar que apresentem um sólido e factível programa ou plano de governo. Nas últimas eleições eles não apresentaram algo que merecesse esse nome. Quando muito apareceram com um elenco de nobres intenções para alavancar a campanha. E, cá entre nós, de boas intenções o inferno anda repleto. 

    Por Gilberto Silos 

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